"É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver."
Martin Luther King

Sexta-feira, 17 de Julho de 2009





Email recebido pelo SINPOL-GO
17 de julho de 2009



O Policial Civil dentro de uma delegacia de polícia é tudo: psicólogo, sociólogo, psicanalista, tem conhecimento jurídico, entre outros. É o policial que atende uma mulher vítima de violência doméstica, uma criança vítima de violência sexual ou qualquer outro caso que exige dele além de sua formação técnica um espírito humano e capaz de orientar, conversar e tratar o psicológico das pessoas, além claro de dar solução ao problema. O combate ao crime na realidade é uma guerra e o policial civil está inserido nela, na linha de frente. Estamos no meio de uma guerra que de um lado está a sociedade que clama por uma segurança digna e do outro o governo nos dá diretrizes a cumprir sem as mínimas condições humanas e materiais. Estamos esquecidos... Ao léu, a mercê de um Estado que se diz democrático e não exerce a democracia. Não temos o direito até mesmo de livre expressão, pois o Estado é truculento, autoritário e usa de meios ardis para coagir-nos de forma a não expressar a verdadeira máscara que o esconde. A sociedade merece um serviço de segurança que responde aos seus anseios. Como? Se na cidade onde trabalho não há delegado de polícia há quase cinco anos, existe apenas um agente e um escrivão para tomar conta de uma delegacia de polícia civil que está instalada num município que faz divisa com a Capital Federal do País! Aliás, delegacia de policia não! Um lugar onde fomos jogados e ali somos obrigados a prestar um serviço à sociedade da melhor maneira possível. É um absurdo, é impróprio, é estressante, humilhante, todos ééééé caberiam aqui. Fica o meu clamor e desespero, tenho 25 anos de polícia, um dia sairei, mas será que aqueles que hoje entram terão dias melhores na POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE GOIÁS? Até quando?



Autor: Desconhecido.

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009


Recebi este e-mail e achei interessante e oportuno postá-lo aqui para que os meus poucos leitores reflitam sobre o que realmente deve ser prioritário em 'nossas' vidas. Nada de filosofias de mesa de bar, cada qual sabe o que é melhor para si, mas o texto não deixa de ser interessante!!!


Um MEIO ou uma DESCULPA?
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo. O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam Sol à beira da piscina.O mundo não está nem aí, se vc está cansado ou triste, ele não para. E quem vive lamentado ou reclamando da vida nunca vai conseguir chegar em lugar nenhum. A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO. Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.


"Roberto Shinyashiki"


Segunda-feira, 13 de Julho de 2009


Dois pesos, duas medidas: Publicada Lei que reajusta salário e cria cargos no Judiciário

Enquanto o governo do Estado de Goiás nega-se a negociar com os policiais civis em greve alegando não ter condições financeiras, concede reajuste aos membros e servidores do Judiciário. Não é de se estranhar que o governo sempre consegue êxitos contra os movimentos paredistas.
O projeto de lei que concede reajuste de vencimentos e modifica a composição de cargos do Plano de Carreira dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Goiás, devidamente aprovado pela Assembleia Legislativa, agaora é Lei. É que o autógrafoi de lei foi sancionado pelo governador Alcides Rodrigues e publicado no Diário Oficial do Estado de quarta-feira passada, 8 . O reajuste de 6,53% foi aprovado com efeito retroativo a 1º de janeiro de 2009, de acordo com projeto de lei encaminhado à Casa pelo Tribunal de Justiça em maio passado.
Quanto aos ajustes de cargos, o projeto determina a criação de 10 novas vagas para Juiz Substituto – o que eleva a quantidade para 70 em todo o Estado - de 62 cargos comissionados, de 150 novos cargos de Escrevente Judiciário de nível I a III e 50 de Oficial de Justiça-Avaliador Judiciário I, além de 29 funções de confiança.O autor do projeto, desembargador Paulo Teles, afirma que a Lei vem dar cumprimento ao disposto no inciso X do art. 37 da Constituição Federal e no parágrafo único do art. 30 da lei nº 14.563, de 15 de outubro de 2003. “A defasagem vencimental que se busca cobrir é a que se estende ao longo do ano de 2008, já que o último reajuste, concedido pela Lei nº 16.309, de 23 de julho de 2008, foi baseado nos índices inflacionários do ano de 2007”, afirmou.


Fonte: sítio Assembleia Legislativa de Goiás


Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

GREVE E SINDICALISMO


A Lei nº 7.783 que dispõe sobre este assunto. Esta lei afirma em seu artigo 2º que “considera-se legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador (...)”. Durante os governos neo liberais do final dos anos 80 e inicio dos 90 os sindicatos foram perdendo força. O Estado passou a reduzir sua máquina e para tal era necessário dispensar mão de obra (lembram-se do PDV?), vender empresas e cortar benefícios; tais medidas feriram de morte os maiores sindicatos do país, vide o exemplo da categoria dos bancários. No nosso caso, a polícia civil de Goiás, estamos caminhando na contra mão da história. Após vários anos de letargia e comodismo estamos acordando para um sindicalismo reivindicativo, baseado na união entre o interior e a capital. É lógico que ainda estamos dando os primeiros passos; muitos colegas ainda não se deram conta que somente com a união da classe e a demonstração de coesão de ações é que seremos efetivamente valorizados. No Grande Dicionário Larousse Cultural da Língua Portuguesa, o verbete greve é assim definido: “GREVE s.f. (De Grève, nome de uma praça em Paris, onde os operários sem trabalho reuniam-se para serem contratados.). Parada coletiva, voluntária e combinada do trabalho ou do estudo, para obter o atendimento de reivindicações”. Ou seja, greve é, sobretudo, um instrumento de pressão dos trabalhadores sobre os empregadores, sejam as empresas ou o Estado, para que suas reivindicações sejam atendidas. Essa consciência nascitura é algo que nos possibilita vislumbrar um futuro melhor. Temos que convencer cada policial sobre a importância que é lutar pelos seus direitos. Temos que apagar a imagem do policial que vive de 'arregos' e de 'bicos' e começarmos a pensar em uma categoria profissional, bem equipada e sobretudo bem remunerada e valorizada...

"Enquanto fazíamos a nossa manifestação pacífica, policiais militares, do serviço reservado, tiravam fotos e faziam imagens do nosso movimento. Por qual motivo? Até onde sabemos a função desses militares não é essa. Será que estamos voltando ao regime ditatorial? Ou estamos no Estado Democrático de Direito? Alguém precisa avisar ao Comando da PM que nós fazemos parte da Polícia Civil e não da Polícia Militar. Alguém precisa avisar que estamos cobrando apenas o que é de direito: O pagamento da Data-base e do resíduo salarial, que de uma forma ou de outra estará beneficiando os policiais militares. Então porque essa hostilidade? Precisamos é do apoio dos militares. "
fonte: Sinpol/GO
Certa vez, aqui na região do Entorno, o Comandante Geral da PM/GO se vangloriava de ter barrado um aumento para a polícia civil. De acordo com tal Comandante seria inconcebível um agente ou escrivão ganhar mais que um soldado da PM. Atitudes como essas refletem na relação entre aqueles que devem trabalhar unidos para, cada qual, cumprir seu ofício. A atitude desse comandante só demonstra o quão imatura é a nossa política de segurança pública; um comandante que comemora o não aumento salarial ao invés de regozijar conquistas não passa de um 'papagaio de pirata', um fantoche nas mãos de poderosos que talvez não tenha compromisso com sua própria categoria, com a sociedade e consigo mesmo.