"É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver."
Martin Luther King

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Sete municípios goianos, incluindo Goiânia, aparecem em ranking nacional que aponta risco de morte a menores. Luziânia é a cidade pior colocada no Estado e está na 15ª posição entre 267 municípios pesquisados em todo o Brasil

O número de adolescentes vítimas de homicídios em Goiás pode chegar a 761 até 2012, segundo previsão do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Levantamento faz parte de pesquisa nacional com os 267 municípios brasileiros com mais de cem mil habitantes. No Brasil, as mortes de jovens entre 12 e 18 anos podem chegar a 33 mil. A informação se baseia em dados coletados desde 2006, em um universo de adolescentes de 12 anos, e projetados para seis anos, data em que atingiriam a maioridade. A pesquisa foi apresentada ontem pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (Sedh), órgão ligado à Presidência da República. O estudo se baseia no cálculo do Índice de Homicídios de Adolescentes (IHA), que calcula o número de mortes em universos de mil jovens na idade inicial (12 anos). A partir dos resultados, é possível prever quantos jovens morrerão antes de atingir os 19 anos. Sete municípios goianos, incluindo a Capital, foram incluídos na amostragem. Destes, Luziânia, no Entorno de Brasília, ocupou a 15ª posição no ranking nacional, com IHA de 5,41 adolescentes mortos antes dos 19 anos para cada grupo de 1.000 adolescentes de 12 anos. Goiânia ficou em 143° lugar, com 1,51. O município considerado mais violento para adolescentes no Brasil foi Foz do Iguaçu, no Paraná, com IHA 9,74. No ranking das capitais, Goiânia ocupa a 22ª posição. Maceió encabeça a lista com IHA igual a seis, seguida por Recife, em Pernambuco. O Rio ocupa o 3º lugar entre as capitais e o 21° entre as 267 cidades.
Para negros, risco é maior em Rio Verde
Além de apresentar os riscos que os adolescentes correm, a pesquisa também analisou as chances de cada etnia em ser vítima de homicídio. Para jovens negros (pretos e pardos), o risco de ser assassinado é 2,6 vezes maior em comparação aos brancos. Alguns municípios, entretanto, apresentaram valores extremos. É o caso de Rio Verde, onde a possibilidade de um negro ser vítima de homicídio é 40 vezes maior que a de um branco.
O trabalho também demonstra que a probabilidade de ser assassinado é quase 12 vezes maior quando o adolescente é do sexo masculino. Em apenas nove municípios o risco das mulheres foi maior do que o dos homens. Em 144 cidades não houve registro de menores do sexo feminino mortas. Estima-se que crimes de morte sejam responsáveis por 46% das mortes de jovens em todo o País, seguidos por causas naturais (26%) e acidentes de trânsito (22%). “O jovem é mais impulsivo e se expõe mais à violência”, afirma a titular da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA), Adriana Accorsi. Outro agravante apontado é a fragilidade das leis que não punem homicídios como deveriam.
“Matam como se mata uma formiga”, diz mãe de menor
A família de Alexandre Araújo Coelho é uma das milhares no Brasil que perderam parentes de maneira precoce vítimas de assassinatos. A dona de casa Maria Conceição de Araújo, 48, e o vigilante Carlos Antônio Coelho, 45, não tiveram a oportunidade de ver o filho completar a maioridade. O caçula da família morreu aos 17 anos, após ser atingindo por três tiros, no coração, braço e o pescoço. Segundo Carlos, a discussão, que começou na rua, causou a morte do filho dias depois. O crime aconteceu em 2006. O adolescente estava na casa de um amigo no bairro onde morava, no Parque Atheneu, região sudeste de Goiânia, quando dois rapazes em uma moto chegaram, abriram o portão da residência e efetuaram os disparos. Segundo o vigilante, o motorista da moto era um menor de idade e o indivíduo com quem Alexandre havia discutido. Para o pai do jovem, o sentimento que fica é de impunidade. “A lei do desarmamento não resolveu nada. Hoje, os adolescentes resolvem as coisas à prova de bala.” Maria Conceição clama por Justiça e afirma que a rotina da família deixou de ser a mesma desde a morte do filho. “Éramos uma família feliz. Meu filho tinha planos para se casar. Mas agora, só queria que o assassino estivesse preso. Neste mundo matam-se como se estivessem matando formiga”, desabafa.
Meninas são encontradas em pedreira
Há uma semana, duas adolescentes foram encontradas mortas em área conhecida como Cascalheira, no Setor Cândido de Queiroz, em Aparecida de Goiânia. Stephanie Rodrigues Nunes, 13, e Vanessa Ribeiro de Souza, 14, morreram por causa de dívidas do irmão de uma delas com os traficantes. Dois dias depois, os autores, Keliton Júnior Rodrigues, 19, Diego Pires Maciel, 21, Thiago Bastos de Souza, 24, e uma menor de 17 anos foram presos.
Um dia antes das mortes das jovens em Aparecida de Goiânia, um adolescente de 13 anos morreu, em Trindade, ao ser baleado no peito. Sávio Peres da Silva, 13, morreu por causa de uma briga de torcidas do Goiás e Vila Nova. O autor, Diego Antônio Martins de Queiroz, 20, confessou o crime e afirmou que a vítima não era o alvo. Se, por um lado, o jovem é vítima da violência, por outro, também é agressor. A titular da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), Nadir Cordeiro, lembra que os adolescentes entram cada vez mais cedo no crime, o que contribui para uma vida curta. A iniciação no crime tende a começar no início da adolescência. “Se o menor não foi morto antes de completar a maioridade, morre pouco tempo depois”, conta a delegada.
São Paulo é surpresa
A lista das capitais mais violentas para os adolescentes, de acordo com a pesquisa divulgada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, reserva uma surpresa: a capital paulista é a quarta menos violenta, com uma taxa de 1,42 mortes para cada mil jovens de 12 anos a 18 anos. Dentre os 267 municípios com mais de 100 mil habitantes, São Paulo aparece na 151ª posição (Goiânia está na 143ª posição). “São Paulo tem índices relativamente baixos, fruto na queda de homicídios que vem ocorrendo no Estado desde 2001. Não há nenhum município paulista com índice acima de três, o que é uma situação positiva comparada com outros Estados”, afirma Ignácio Cano, autor do estudo Índice de Homicídios na Adolescência. A primeira cidade paulista a aparecer na lista é Guarujá (litoral sul do Estado), na 62ª posição, com 2,92 por mil. Dentre as 20 cidades mais violentas, aparecem apenas duas capitais, Maceió e Recife. O Rio de Janeiro aparece em seguida, em 21º, com taxa de 4,92 mortes para cada mil jovens. (AE)
Dezenove cidades possuem índice zero de homicídio
Enquanto as principais cidades brasileiras estudadas pela pesquisa do Unicef apresentam altas taxas de homicídios, há aquelas em que os crimes de morte contra adolescentes chegaram a zero. 19 cidades não registraram nenhum homicídio de jovens. Destas, nove estão no interior de São Paulo, três em Minas Gerais, e o restante no Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nenhum município goiano entrou para esta lista.
Fonte: Diário da Manhã

sexta-feira, 17 de julho de 2009





Email recebido pelo SINPOL-GO
17 de julho de 2009



O Policial Civil dentro de uma delegacia de polícia é tudo: psicólogo, sociólogo, psicanalista, tem conhecimento jurídico, entre outros. É o policial que atende uma mulher vítima de violência doméstica, uma criança vítima de violência sexual ou qualquer outro caso que exige dele além de sua formação técnica um espírito humano e capaz de orientar, conversar e tratar o psicológico das pessoas, além claro de dar solução ao problema. O combate ao crime na realidade é uma guerra e o policial civil está inserido nela, na linha de frente. Estamos no meio de uma guerra que de um lado está a sociedade que clama por uma segurança digna e do outro o governo nos dá diretrizes a cumprir sem as mínimas condições humanas e materiais. Estamos esquecidos... Ao léu, a mercê de um Estado que se diz democrático e não exerce a democracia. Não temos o direito até mesmo de livre expressão, pois o Estado é truculento, autoritário e usa de meios ardis para coagir-nos de forma a não expressar a verdadeira máscara que o esconde. A sociedade merece um serviço de segurança que responde aos seus anseios. Como? Se na cidade onde trabalho não há delegado de polícia há quase cinco anos, existe apenas um agente e um escrivão para tomar conta de uma delegacia de polícia civil que está instalada num município que faz divisa com a Capital Federal do País! Aliás, delegacia de policia não! Um lugar onde fomos jogados e ali somos obrigados a prestar um serviço à sociedade da melhor maneira possível. É um absurdo, é impróprio, é estressante, humilhante, todos ééééé caberiam aqui. Fica o meu clamor e desespero, tenho 25 anos de polícia, um dia sairei, mas será que aqueles que hoje entram terão dias melhores na POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE GOIÁS? Até quando?



Autor: Desconhecido.

quarta-feira, 15 de julho de 2009


Recebi este e-mail e achei interessante e oportuno postá-lo aqui para que os meus poucos leitores reflitam sobre o que realmente deve ser prioritário em 'nossas' vidas. Nada de filosofias de mesa de bar, cada qual sabe o que é melhor para si, mas o texto não deixa de ser interessante!!!


Um MEIO ou uma DESCULPA?
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo. O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam Sol à beira da piscina.O mundo não está nem aí, se vc está cansado ou triste, ele não para. E quem vive lamentado ou reclamando da vida nunca vai conseguir chegar em lugar nenhum. A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO. Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.


"Roberto Shinyashiki"


segunda-feira, 13 de julho de 2009


Dois pesos, duas medidas: Publicada Lei que reajusta salário e cria cargos no Judiciário

Enquanto o governo do Estado de Goiás nega-se a negociar com os policiais civis em greve alegando não ter condições financeiras, concede reajuste aos membros e servidores do Judiciário. Não é de se estranhar que o governo sempre consegue êxitos contra os movimentos paredistas.
O projeto de lei que concede reajuste de vencimentos e modifica a composição de cargos do Plano de Carreira dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Goiás, devidamente aprovado pela Assembleia Legislativa, agaora é Lei. É que o autógrafoi de lei foi sancionado pelo governador Alcides Rodrigues e publicado no Diário Oficial do Estado de quarta-feira passada, 8 . O reajuste de 6,53% foi aprovado com efeito retroativo a 1º de janeiro de 2009, de acordo com projeto de lei encaminhado à Casa pelo Tribunal de Justiça em maio passado.
Quanto aos ajustes de cargos, o projeto determina a criação de 10 novas vagas para Juiz Substituto – o que eleva a quantidade para 70 em todo o Estado - de 62 cargos comissionados, de 150 novos cargos de Escrevente Judiciário de nível I a III e 50 de Oficial de Justiça-Avaliador Judiciário I, além de 29 funções de confiança.O autor do projeto, desembargador Paulo Teles, afirma que a Lei vem dar cumprimento ao disposto no inciso X do art. 37 da Constituição Federal e no parágrafo único do art. 30 da lei nº 14.563, de 15 de outubro de 2003. “A defasagem vencimental que se busca cobrir é a que se estende ao longo do ano de 2008, já que o último reajuste, concedido pela Lei nº 16.309, de 23 de julho de 2008, foi baseado nos índices inflacionários do ano de 2007”, afirmou.


Fonte: sítio Assembleia Legislativa de Goiás


quinta-feira, 9 de julho de 2009

GREVE E SINDICALISMO


A Lei nº 7.783 que dispõe sobre este assunto. Esta lei afirma em seu artigo 2º que “considera-se legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador (...)”. Durante os governos neo liberais do final dos anos 80 e inicio dos 90 os sindicatos foram perdendo força. O Estado passou a reduzir sua máquina e para tal era necessário dispensar mão de obra (lembram-se do PDV?), vender empresas e cortar benefícios; tais medidas feriram de morte os maiores sindicatos do país, vide o exemplo da categoria dos bancários. No nosso caso, a polícia civil de Goiás, estamos caminhando na contra mão da história. Após vários anos de letargia e comodismo estamos acordando para um sindicalismo reivindicativo, baseado na união entre o interior e a capital. É lógico que ainda estamos dando os primeiros passos; muitos colegas ainda não se deram conta que somente com a união da classe e a demonstração de coesão de ações é que seremos efetivamente valorizados. No Grande Dicionário Larousse Cultural da Língua Portuguesa, o verbete greve é assim definido: “GREVE s.f. (De Grève, nome de uma praça em Paris, onde os operários sem trabalho reuniam-se para serem contratados.). Parada coletiva, voluntária e combinada do trabalho ou do estudo, para obter o atendimento de reivindicações”. Ou seja, greve é, sobretudo, um instrumento de pressão dos trabalhadores sobre os empregadores, sejam as empresas ou o Estado, para que suas reivindicações sejam atendidas. Essa consciência nascitura é algo que nos possibilita vislumbrar um futuro melhor. Temos que convencer cada policial sobre a importância que é lutar pelos seus direitos. Temos que apagar a imagem do policial que vive de 'arregos' e de 'bicos' e começarmos a pensar em uma categoria profissional, bem equipada e sobretudo bem remunerada e valorizada...